sábado, 24 de abril de 2010

CRISTIANISMO DE MENTE VAZIA

O que Paulo escreveu acerca dos judeus não crentes de seu tempo poderia ser dito, creio, com respeito a alguns crentes de hoje: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento”. Muitos têm zelo sem conhecimento, entusiasmo sem esclarecimento. Em outras palavras, são inteligentes, mas faltam-lhes orientação.


Dou graças a Deus pelo zelo. Que jamais o conhecimento sem zelo tome o lugar do zelo sem conhecimento! O propósito de Deus inclui os dois: o zelo dirigido pelo conhecimento, e o conhecimento inflamado pelo zelo. É como dizia o Dr. John Mackay, quando era presidente do Seminário de Princeton: “A entrega sem reflexão é fanatismo em ação, mas a reflexão sem entrega é a paralisia de toda ação”.

O espírito de anti-intelectualismo é corrente hoje em dia. No mundo moderno multiplicam-se os programatistas, para os quais a primeira pergunta acerca de qualquer idéia não é: “É verdade?” mas sim: “Será que funciona?”. Os Jovens têm a tendência de ser ativistas, dedicados na defesa de uma causa, todavia nem sempre verificam com cuidado se sua causa é um fim digno de sua dedicação, ou se o modo como procedem é o melhor meio para alcançá-lo. Um universitário de Melbourne, Austrália, ao assistir a uma conferência na Suécia, soube que um movimento de protesto estudantil começara em sua própria universidade. Ele retorcia as mãos, desconsolado. “Eu devia estar lá”, desabafou, “para participar.

O protesto é contra o que?” Ele tinha zelo sem conhecimento. Mordecai Richler , um comentarista canadense, foi muito claro a esse respeito: “O que me faz Ter medo com respeito a esta geração é o quanto ela se apóia na ignorância. Se o desconhecimento geral continuar a crescer, algum dia alguém se levantará de um povoado por aí dizendo Ter inventado... a roda”.

Este mesmo espectro de anti-intelectualismo surge freqüentemente para perturbar a Igreja cristã. Considera a teologia com desprazer e desconfiança. Vou dar alguns exemplos. Os católicos quase sempre têm dado uma grande ênfase no ritual e na sua correta conduta. Isso tem sido, pelo menos, uma das características tradicionais do catolicismo, embora muitos católicos contemporâneos (influenciados pelo movimento litúrgico) prefiram o ritual simples, para não dizer o austero. Observe-se que o cerimonial aparente não deve ser desprezado quando se trata de uma expressão clara e decorosa da verdade bíblica. O perigo do ritual é que facilmente se degenera em ritualismo, ou seja, numa mera celebração em que a cerimônia se torna um fim em si mesma, um substituto sem significado ao culto racional.

Por outro lado, há cristãos radicais que concentram suas energias na ação política e social. A preocupação do movimento ecumênico não é mais ecumenismo em si, ou planos de união de igrejas, ou questões de fé e disciplina; muito pelo contrário, preocupa-se com problema de dar alimento aos famintos, casa aos que não tem moradia; com o combate ao racismo, com os direitos dos oprimidos; com a promoção de programas de ajuda aos países em desenvolvimento, e com o apoio aos movimentos revolucionários do terceiro mundo. Embora as questões da violência e do envolvimento cristão na política sejam controvertidos, de uma maneira geral deve-se aceitar que lutar pelo bem estar, pela dignidade e pela liberdade de todo homem, é da essência da vida cristã. Entretanto, historicamente falando, essa nova preocupação deve muito de seu ímpeto à difundida frustração de que jamais se alcançará um acordo em matéria de doutrina. O ativismo ecumênico desenvolve-se com reação à tarefa de formulação teológica, a qual não pode ser evitada, se é que as igrejas neste mundo devam ser reformadas e renovadas, para não dizer, unidas. Grupos de cristãos pentecostais, muitos dos quais fazem da experiência o principal critério da verdade. Pondo de lado a questão da validade do que buscam e declaram, uma das características mais séria, de pelo menos alguns neo-pentecostais, é o seu declarado anti-intelectualismo.

Um dos líderes desse movimento disse recentemente, a propósito dos católicos pentecostais, que no fundo o que importa” não é a doutrina, mas a experiência”. Isso equivale a por nossa experiência subjetiva acima da verdade de Deus revelada. Outros dizem crer que Deus propositadamente dá às pessoas uma expressão inteligente a fim de evitar a passagem por suas mentes orgulhosas, que ficam assim humilhadas. Pois bem. Deus certamente humilha o orgulho dos homens, mas não despreza a mente que ele próprio criou. Sendo assim, o homem não só precisa desarmar-se como atentar para a necessidade da alma que, grita continuamente pela misericórdia de Deus que, realmente pode tratá-la restaurando-a e renovando as promessas que atravessam a eternidade. Deus te abençoe.

E-mail: prcarlosnelson@yahoo.com.br

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A VIDA DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS.

Os primeiros cristãos proclamam o Ressuscitado como o Messias, numa relação de identidade com o Jesus terreno e histórico, a quem eles conheceram e a quem agora reconhecem glorificado por Deus. Jesus de Nazaré é o Cristo!


As confissões de fé que o Cristianismo primitivo expressou por diversos modos, em breves fórmulas de fé e de pregação, em hinos e orações, no batismo e na refeição comunitária, na luta contra "falsas doutrinas" e no testemunho dos mártires, dão todas um título de honra a Jesus de Nazaré: Cristo (Messias), Filho de Davi, Filho de Deus, Filho do Homem, Senhor. Todos esses títulos querem dizer que Jesus de Nazaré é aquela pessoa concreta, na qual se decide a salvação do mundo e de cada homem em particular. Nesse sentido, a ressurreição e a elevação de Jesus são exaltadas como ação de Deus, o qual reintegrou nos seus direitos de Senhor aquele que se tinha humilhado, fazendo-se obediente até a morte na cruz.

Desta forma, a adoção da religião cristã demandava moralidade completamente nova, assim como nova teologia. Jesus dissera que a fé deve refletir-se em boas obras e, especialmente para o convertido gentio, isso significava maior desapego da vida pagã que conhecera. Teatros, jogos, festejos e mesmo o serviço público foram proibidos como idólatras. Todas as posses eram partilhadas e pouca importância se dava aos negócios práticos, pois a segunda vinda do Cristo logo daria fim ao mundo material. Louvava-se o celibato voluntário, mas fortes laços de família também se dirigiam para a glória de Deus. A vida desses cristãos voltava-se exclusivamente para o trabalho durante o dia e, à noite, reuniam-se a comentar passagens da vida de Jesus, tentando assimilar as mensagens proferidas pelo Mestre.

O culto cristão dos primeiros tempos caracterizava-se pela simplicidade do ritual, celebrado, entretanto, com grande alegria e piedade, decorrentes da esperança na volta iminente do Senhor. Os recém-convertidos cediam suas casas para que os cristãos pudessem reunir-se diariamente a fim de orar, conhecer a doutrina evangélica e participar da "fração do pão", expressão pela qual é designado o sacramento da Eucaristia nos Atos dos Apóstolos. Mas a freqüência ao Templo continuava normalmente, já que o Cristianismo ainda não se havia libertado totalmente da influência e das práticas judaicas.

As antigas perseguições aos cristãos fizeram muitos mártires. Esse termo vem do grego martir, significando "testemunha". E o seu culto originou-se no séc. II. Os martirizados eram heróis da causa cristã e sua veneração tornou-se significativa: eles poderiam interceder junto a Deus. Os cristãos passaram a invocá-los, reunindo-se em torno de seus túmulos, que se transformaram em centros de religiosidade cristã. Especialmente em Roma, as comunidades mais ricas adquiriam terrenos onde sepultavam seus mortos. Para abrigar os túmulos de possíveis profanações, construíram as criptas no subsolo e, sobre elas, edifícios de culto. Esses cemitérios cristãos - particularmente os mais resguardados - passaram a chamar-se "catacumbas" (originariamente o nome de um campo próximo ao cemitério de São Sebastião, em Roma).

Com o desenvolvimento do culto aos mártires, a vida cultual nas catacumbas assumiu grande importância. E, quando os cemitérios passaram à jurisdição da Igreja, tornando-se propriedades oficialmente cristãs, a vida cultual nas catacumbas teve ainda maior impulso.

Caracterizados dessa forma, os cemitérios foram muito visados quando o poder romano pretendeu impedir as reuniões cristãs. Alguns imperadores interditaram suas entradas e confiscaram os edifícios. Apesar das proibições, nos períodos de crise mais aguda, os cristãos reuniram-se no subsolo. Para se protegerem, cavaram estreitos corredores, cobriram outros já existentes e construíram escadarias. Dificultavam assim o acesso dos soldados.

As catacumbas foram utilizadas num curto período, principalmente em Roma, e seus arredores. Tornaram-se, entretanto, para os cristãos, o mais eloqüente símbolo de seu testemunho, significando a realização das palavras do Evangelho: "Pela vossa constância alcançareis a Salvação" (Lucas 21, 19).
prcarlosnelson@yahoo.com.br

A PAZ QUE TRAGO NO MEU PEITO!

Somente quem ama quebra os grilhões da sombra. Ainda que com extrema dificuldade, ambientemos a plantação do amor, no solo de nossas almas.



A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia... Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece. A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...

Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou... Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida. Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constróem. Ter paz é ter um coração que ama... Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas. Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer... Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade... É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências... A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições. É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo. É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra. É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo. A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido. Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio. Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes. Quando alguém está irritado.

Quando a maledicência te procura. Quando a ofensa te golpeia. Quando alguém se encoleriza contra ti. Quando a crítica te fere. Quando escutas uma calúnia. Quando a ignorância te acusa. Quando o orgulho te humilha. Quando a vaidade te provoca. Quando teus companheiros te desprezam. O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

Queridos, vamos Ter paz no coração e na alma, vamos ajudar quem precisa e estar bem conosco e com Deus. Pois essa é a vontade de Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e ter comunhão, amar e ajudar teus irmãos como a ti mesmo.
Shalon Adonay

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MENTORIA ESPIRITUAL

Queridos ainda este está saindo uma obra nossa falando sobre "Mentoria Espiritual" e esperamos que seja relevante para o momento, pois refletir sobre o que fazemos é muito importante, até porque é bíblico. O prórpio Jesus um perguntou aos discipulos como esta va sua liderança diante do povo e eles reponderam (Mt 16).

Entendemos com isso que é necessário que haja dentro dos ministérios eclesiásticos mentores e mentoreados, para ensinarem e produzirem ministérios fortes e equilibrados para que, com segurança enfrentem os desafios impostos pela pós-modernidade, que prima pelo individualismo, narcisismo e o egocentrismo nos dias atuais.


A mentoria não é algo novo, existe desde o inicio da história da humanidade, foi manifestado na vida de lideres, profetas, mestres, pastores, estadistas e filósofos, os quais deixaram grandes exemplos para nossos dias. Mentorear é uma necessidade vital para uma liderança eficaz. Embora esteja em alta alguns sistemas de mentoreamento, o ensinado por Deus e preconizado por Jesus em sua caminhada ministerial terrena é o adequando, o certo e o indicado para nossas lideranças cristãs.
Um feliz natal a todos e uma ótima leitura.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Silêncio dos Covardes

Leitura Bíblica: Atos 18:9-11

“Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão: “Não tenha medo,continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade”. Assim Paulo ficou ali durante um ano e meio ensinando-lhes a palavra de Deus.”

Há um dito que circula entre os evangélicos que diz com muita propriedade: “O silêncio de um crente é igual ao silêncio de mil crentes, já do barulho não se pode dizer o mesmo!”. Se os crentes ficam em silêncio, quietos em seu cantinho, não são notados, não fazem diferença. 26 milhões de evangélicos (o número cresce em época de eleição) que não evangelizam, não clamam não se indignam com o pecado, não protestam pela santidade, é o mesmo de serem apenas um único e enfraquecido cristão. Quando clamam e proclamam, então fazem diferença! É por isso que sofremos todo tipo de pressão para de algum modo silenciarmos e deixarmos de evangelizar.

Ao olharmos ao redor, vemos que a sociedade se organiza para silenciar a pregação do Evangelho. Para citar apenas exemplos em nossa legislação, temos, entre outros, a Lei do Terceiro Setor que diz que as organizações da sociedade civil de interesse público não podem ser religiosas; o Estatuto das Cidades que ameaça as igrejas de precisarem da aprovação da maioria dos moradores de uma localidade para construir um templo; o Estatuto do Índio que virtualmente obsta que o cidadão nativo mude de religião; as leis contra discriminação usadas para impedir que a igreja pregue contra o pecado; a lei da indisciplina que ameaça os cristãos que corrigem seus filhos conforme a Bíblia. Neste cenário de opressão, o texto que estamos examinando nos traz ânimo e orientação.
1. O que o texto diz?
Paulo está em sua segunda viagem missionária, que fez entre 49 e 52 dC. Ele vem de frutíferas, mas conturbadas estadias em Filipos, Tessalônica, Bereia e Atenas. De Atenas, mui provavelmente desce ao Pireus e navegando ou caminhando pelo litoral chega à orgulhosa Corinto. Reconstruida poucos anos antes é agora o mais importante centro de comércio e indústria da região, capital da Acaia, nova província romana. Paulo procura ali seu sindicato profissional, une-se a ele e começa a trabalhar e a pregar o Evangelho. Não tarda a enfrentar a oposição de grupos que desejavam silenciar. Podemos identificar, neste texto, três grupos a lhe fazerem oposição:
1.1. O grupo religioso (v. 6, 12). Formado pelos judeus reunidos em comunidades exclusivas em cada cidade por onde passava, este grupo resistia à dinâmica da fé, procurando preservar não a doutrina, mas a religiosidade criada em torno dela. Atacava Paulo com muitos insultos e fez uma oposição organizada para levá-lo à justiça e dessa forma silenciá-lo.
1.2. O grupo mundano (v. 4, 6). Paulo ser refere a ele como gregos ou gentios. A passagem que lemos não explicita nenhuma oposição por parte deles, mas a carta de Corinto toda mostra a rejeição, opressão e intenção de silenciar o Evangelho de Paulo, por uma sociedade que vivia no conforto e na abastança, luxuriosa e auto-indulgente, que resistia para não abandonar o pecado.
1.3. O grupo oficial (v.14-17). Este grupo representado por Gálio, procônsul da Acaia, irmão do célebre filósofo Sêneca, e seus lictores (guardas do tribunal) também pretende manter o status quo, não dando importância, nem protegendo nem atacando na disputa entre Paulo e os judeus. Embora o espancamento a Sóstenes, chefe da sinagoga (provavelmente no lugar de Crispo agora convertido v.7) tenha sido, quase com certeza, perpetrado pelos guardas do tribunal contra a resistência dele em se retirar, a atitude impassível de Gálio mostra que ele não se importaria se Paulo fosse aniquilado pelos judeus.
2. O que o texto quer?
O objetivo essencial deste texto é, indiscutivelmente, que Paulo deixe de lado o medo que poderia silenciá-lo, e continue pregando. Objetivo que é alcançado, já que Paulo continua ali por pelo menos mais um ano e meio. Para alcançar esse objetivo, Deus garante a Paulo que nada lhe sucederá, e de fato, depois, mesmo tendo sido levado ao proconsul, nada aconteceu a Paulo ainda. Mas seria um erro pensar que essa proteção foi resultado de algo que Paulo era ou fazia, porque sendo o mesmo homem e cumprindo o mesmo ministério, em outros momentos ele passou fome, frio, sofreu açoites e por fim foi assassinado pelo império romano. Os motivos da proteção que Paulo teria naquele momento são outros. Ele seria poupado naquela circunstância:
2.1. Por quem Deus é – “pois eu estou com você”
2.2. Pelo que Deus faz - “tenho muita gente nessa cidade”
Dessa forma, a vitória sobre o medo em outros momentos da vida de Paulo não pôde estar fundamentada na promessa de ser poupado, porque isso era circunstancial. Paulo precisou vencer o medo que silencia e insistir em pregar, mesmo quando sofria espancamento e privações.
3. O que você vai fazer?
3.1. O mundo se organiza para silenciar você e impedi-lo de pregar o verdadeiro Evangelho:
a) Oposição religiosa: Doutrinas novidadeiras surgem a todo o momento fazendo com que o Evangelho original seja diminuido e calado. Uma igreja modernizada, comprometida com a psicanálise e com outras explicações apócrifas para o pecado impede a verdade bíblica. O ecumenismo, baseado na comunhão sobre grandes similaridades não essenciais, ainda que no essencial haja incompatibilidade, intimida e bloqueia a mensagem pura e incontaminada do Evangelho.
b) Oposição mundana: A visão científica, conhecimento de menor importância do que a fé, é mais valorizado por nossa sociedade, e a igreja silencia a pregação genuína quando a ciência a classifica de não científica. A tensão que a Igreja sofre para atrair o homem pós-moderno, seu medo de não cativá-lo, faz com que se dobre aos seus caprixos, silenciando a mensagem que o desagrada. A visão humanista que faz a Igreja e Deus servirem ao homem, seus direitos e vontades, também silencia a pregação de um Evangelho onde o homem é propriedade de Deus, inútil e condenado, salvo apenas pela graça e amor de Deus.
c) Oposição oficial: Leis que interferem na pregação do Evangelho continuarão a ser planejadas e aprovadas por uma sociedade cada vez mais anti-bíblica, em um insistente movimento de tenaz, sufocando a voz dos pregadores. O Estado será cada vez mais parcial, punindo o evangelizador quando fala contra o pecado, e premiando o pecador quando fala contra o Evangelho. Falar contra o pecado é discriminação, mas falar contra o Evangelho é liberdade de expressão. Quem pode confiar em um Estado que age assim? Um Estado que garante a liberdade para a imoralidade e ameaça a liberdade dos que querem viver em santidade?
3.2. A oposição gera medo. Quando muitas forças se levantam contra o pregador o medo surge, como surgiria para Paulo. Boa coisa é não ter nada a perder. Não tendo nem mesmo a própria vida por preciosa, ficaremos livres do medo e pregaremos tudo o que devemos pregar. Essa foi a solução que Paulo encontrou quando era avisado de que prisões e sofrimentos o aguardavam: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.” At 20:24. Mas nós teremos medo quando:
a) Recearmos perder a subsistência: A perspectiva de passar fome, não ter onde morar ou socorrer-se emudece!
b) Recearmos perder a segurança: Colocar a própria vida em risco de prisão ou de morte, ou a dos familiares, muda nosso dircurso.
c) Recearmos perder as amizades: A ameaça de ficar isolado, solitário, sem apoio, perder o amigo, molda nossas palavras.
d) Recearmos perder o status: Ser desprezado, ignorado, perder privilégios, faz com que se pense duas vezes antes de falar.
e) Recearmos perder nossos sonhos: Perder oportunidades, não poder realizar coisas que muito se deseja, cria um nó na garganta.
Sabendo disso, tome hoje uma decisão firme e imutável de vencer o medo e continuar a pregar o Evangelho vivo e puro do Senhor Jesus. E nessa decisão, eu quero alentar você com um pensamento que achei muito significativo: “Coragem não é a ausência do medo, mas a consciência de que há coisas muito mais importantes do que temer!”.
Deixe que a maravilhosa voz de Deus ecoe em seus ouvidos “Não tenha medo, continue falando e não fique calado”, seja muito mais importante em sua vida do que o temor de perder qualquer coisa, até a própria vida. Deixe que os covardes fiquem em silêncio, mas você continue falando, “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” (2Tm 1:7)
Vamos fazer a nossa parte nesse desafio para a glória e honra do nome bendito de Jesus, pois devemos compreender que Ele nos chamou para fazer a diferença nessa terra e em nossa geração.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O PÃO QUE O DIABO AMASSOU.

Pelo menos é assim que o povo fala quando estão passando por dificuldades, situações difíceis, ou enfrentando problemas, como desemprego, problemas conjugais, familiar, problemas no trabalho, no ministério, no relacionamento, na comunicação e até mesmo na comunhão com sua Igreja. Mas, será que esse pão foi mesmo o diabo que amassou? Eis a pergunta. Bem! de acordo com a palavra de Deus, o diabo nunca fez pão, não é, e nunca foi padeiro, e se fosse não saberia fazer nem um tipo de pão, pois não tem qualidades para tanto.

Na verdade, o pão que as pessoas falam que estão comendo, foi o próprio Deus que o fez. Então qual é o pão que Deus nos dá para comer? O Salmista fala de um pão no salmo 78 e de outro pão no salmo 80. O primeiro parece maravilhoso: é o pão dos céus, também chamado de pão dos anjos (Sl 78.24,25). O segundo parece amargoso: é o pão de lágrimas (Sl 80.5). Tão diferentes assim, podem sair do mesmo Padeiro? Sim. Embora sejam muito diferentes quanto ao gosto, ambos são fabricados pelo mesmo Deus, mas com propósitos diferentes e em circunstancias diferentes.

O segundo pode não ser muito agradável ao paladar mas é extremamente necessário em certas ocasiões. O pão de lagrimas, também chamado pão da adversidade ou pão de dores ou pão de angustia, só não é o que o diabo amassou (Is 30.20), tem propriedades terapêuticas e é indicado em casos de profunda crise de fundo religioso e moral.

Esse pão de lagrimas dissolve o orgulho, o compromisso pecaminoso, a incredulidade, a rebelião e a má conduta do crente. E coloca o paciente nos caminhos do Senhor. O pão de lágrimas nada mais é do que aquele pequeno ou longo período de confusão mental, de crise, de desassossego, de tristeza íntima, de medo, de desalojamento, de enfermidades, de reveses sérios na família, de apreensões econômicas bastante aflitivas e de incertezas.

O próprio salmista sabia o que é comer o pão de lagrimas, ele disse: As minhas lágrimas servem-me de alimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus? (Sl 42..3). Com certeza está preparando um pão especial para nós. Porque Depois de produzir os efeitos necessários, na vida do crente a medicação é sempre suspensa, voltando-se, então, para o pão dos anjos.

Deus é fiel, irmãos, e mostra seu amor e cuidado em nossa alimentação, mesmo que tenhamos que comer sem gostar, o efeito é de transformação e regeneração. Por isso não permita que a murmuração influencie no seu momento de comer, porque mesmo sendo o pão de lagrimas é o pão que Deus preparou. Amém.

O MINISTÉRIO E SUAS IMPLICAÇÕES

O ministério e suas implicações


O apóstolo Paulo, nas Epístolas Pastorais, tratando sobre a estrutura eclesiástica, ou ministerial, alista uma série de implicações que o ministério de seus jovens obreiros teria, e que perpassaria com certeza para futuros ministros. Entre elas estão às qualidades do ministro, que são de grandes relevâncias. Paulo, a exemplo dos obreiros do Antigo Testamento dizia aos seus companheiros de fé que não fosse dado ao vinho (Pv 31.4-7; Nm 6.1-5; Jz 13.4-7). Para ele a alegria do obreiro não estava no vinho, pois nele há contenda, mas sim no viver cheio do Espírito Santo (Ef. 6.18). Ser obreiro qualificado, na ótica de Paulo também implicava em ter uma vida moral equilibrada, vivendo longe da poligamia (I Tm. 3.2), sendo sóbrio, tendo um viver vigilante e honesto e cheio de condições para o ensino, o que demandava não só o conhecimento, mas o exemplo em sua própria pessoa.

Ao estudarmos as pastorais, encontramos as mais belas e necessárias lições para a práx cristã. É impossível trafegarmos pelos caminhos das pastorais sem nos esbarrarmos com as orações de Paulo por seu "Filho" Timóteo II Tm. 1.3, bem como o incentivando para em seu jornadear cristão. Oh! Como falta incentivo hoje! Não é estranho também encontrarmos Paulo agradecendo a Deus e reconhecendo a sua criação em todas as coisas (I Tm 4.4-5), demonstrando que isto que deve ser uma prática constante. Se Paulo vivesse em nossos dias, com certeza, ele reclamaria a prática da vida cristã, ao ver o abandona das viúvas, a avareza que permeia não só a igreja, mas também o ministério. Segundo as pastorais, não existe vida cristã sem praticidade, pois como já dizia Jesus nos evangelhos, vida cristã é sentir a necessidade de outrem. (Mt. 5.40-46).

Todas as lições expostas nas pastorais não só são importantes quanto essenciais. Haja vista, que as pastorais têm servido de manual eclesiástico. Paulo fala a seus obreiros, que se eles seguissem aquelas instruções, seriam bons ministros. Os ensinos de Paulo continuam tão eficazes quanto naqueles dias, pois se lá estavam os agnósticos desacreditando na possibilidade de Deus ter se manifestado em carne, hoje temos o Neo- liberalismo, o Racionalismo Cristão e tanto outros "ismos". Se lá já estavam os falsos mestres (I Tm 4.1; II Tm 3.1 ss.), com ensinos distorcidos das coisas de Deus, sendo totalmente avessos ao "sagrado”, muito mais hoje temos quando os tempos são modernos (para não dizer pós-moderno). Hoje mais do que nunca os obreiros devem ler as pastorais e extrair delas o ensino para um viver diário com Deus.

Um dos temas mais importante nas pastorais é a separação de obreiros. Paulo coloca entre os vários requisitos para o ministério, o não ser neófito que no gr. Sig. Recém plantado (I Tm. 3.5). Quando ele coloca esta exigência, logo explica a causa: "Para que não se ensoberbeça". Lamentavelmente este tem sido um dos grandes (talvez dos maiores) problemas atuais. Ainda Paulo ressalta: "Deve ser apto para ensinar". As separações de obreiro segundo o modelo das pastorais seguiam uma série de exigências bastante rígida que Oxalá fosse seguida hoje. Houvesse uma seleção dentro dos padrões exigida nestas cartas e teríamos muito menos problemas.

Que Deus nos ajude a por em prática as qualidades que Paulo expõe nas pastorais. Que não seja utopia e se for que seja "utopia realizável". Que a vida cristã ali exposta seja a nossa vida diária. Que ao ocuparmos uma posição não nos orgulhemos, antes rendamos graças ao Pai das luzes (Tg 1.17).



Soli Deo Glória

IBAD UMA CASA PEDAGÓGICA

IBAD UMA CASA PEDAGÓGICA
Pastores fundadores do IBAD, Rev. João Kolenda Lemos e Mis. Ruth Doris Lemos, que foi chamada para Glória de Deus hoje.

Saudosa Memória/ Pr. Fernando Grangeiro de Menezes

Saudosa Memória/ Pr. Fernando Grangeiro de Menezes
Confrartenização com os obreiros no centro de treinamento Peniel em Roraima

Missões acima de qualquer prioridade

Missões acima de qualquer prioridade
A Igreja do Uiramutã Homenageando a Igreja Mãe

Missões Indigenas/Uiramutã-RR

Missões Indigenas/Uiramutã-RR
Trabalho missionário na fronteira do Brasil com a Guiana Inglesa

Resgate do Ator Selton Melo no Uiramutã

Resgate do Ator Selton Melo no Uiramutã
Participamos do resgate de uma equipe da Rede Globo no ano de 98 nessa região

Missões em Venezuela/ Batismo nas águas cumprindo o Ide.

Missões em Venezuela/ Batismo nas águas cumprindo o Ide.
Cidade de Anaco-VE onde trabalhamos como missionários

Grandes companheiras, Mis. Ana e Núbia/Uiramutã-RR

Grandes companheiras, Mis. Ana e Núbia/Uiramutã-RR
Minha esposa Mis. Ana e uma grande ajudadadoura Núbia/saudades

Missionários em Ação

Missionários em Ação
Minha Linda Família em Pindamonhangaba no IBAD

DIZEM AS MÁS LINGUAS.

Há uma história atribuída ao filósofo grego Sócrates, que quero compartilhar com o leitor: “Na Grécia antiga, Sócrates (469-399AC) era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido, que lhe disse: Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos? Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se ”Teste dos três filtros”. Três filtros? Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vai me dizer.
O primeiro filtro é o da Verdade. Você está completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade? Bem, não… Acabo de saber neste mesmo instante… Então, você quer me contar sem saber se é verdade?
Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno? Não, pelo contrário… Então, interrompeu Sócrates, quer me contar algo de ruim sobre ele que não sabe se é verdade?
Bem, você pode ainda passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, o da Utilidade. O que quer me contar vai ser útil para mim? Acho que não muito…Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, pode não ser bom e pode não ser útil, para que contar?
Se os três filtros de Sócrates fossem observados sempre, imagine a quantidade de amizades que seriam preservadas, de casamentos que não seriam destruídos, de reputações que não seriam destroçadas. Infelizmente há um prurido no ser humano para falar (mal) de outros. Você já deve ter ouvido o chavão: “dizem as más línguas…”. Ora se são más as tais línguas, porque a minha própria reproduzirá o que elas disseram, tornando-se igualmente má?
A língua continua sendo um fogo devorador, de efeitos devastadores, como escreveu Tiago, um mundo de iniqüidade, um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Há algo que alimenta o vício de falar mal de outros: os consumidores de fofoca. É como o tráfico de drogas, só há traficante porque há usuários. Assim também aquele que espalha o mal sobre os outros, sem sequer saber se é verdade e pelo simples prazer em falar mal, é um traficante de destruição, que tem consumidor. Tolo, se o sujeito fala mal de outros para você, falará mal de você para os outros.
Quero começar a observar os tais três filtros, tanto no que vou dizer, como no que vou ouvir. Se for verdade, terá também que ser dito por bondade e, ainda assim, terá de ser útil. Caso não se saiba se é verdade, ou passar longe da bondade e não for útil para alguém, se não servir para edificação, não quero falar e também não quero ouvir.
Pedro, o apóstolo, aconselha o seguinte: “Pois, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios de palavras enganosas. Afaste-se do mal e faça o bem; busque e siga a paz.
Se os filtros de Sócrates e o conselho de Pedro fossem observados, muitos casamentos, amizades e comunidades permaneceriam íntegras e o mundo seria mais pacífico, um lugar melhor para se viver. Quando alguém chegar para você e disser: “dizem as más línguas” e seus olhos brilharem e você ficar atiçado para ouvir, lembre-se dos filtros e não compactue com a maldade das tais línguas. Façamos assim e seremos homens de Deus que não tenha de que se envergonhar e maneja bem a palavra da verdade.

Em Cristo Pr. Carlos Nelson.